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Bafo

Era um vício. Almoçava correndo para chegar ao colégio meia hora antes do sinal tocar. No pátio da entrada, eu e outros colegas de turma fazíamos uma roda e colocávamos no centro, cada um de nós, uma determinada quantidade de figurinhas autocolantes de diferentes temas – campeonato brasileiro de futebol, Copa do Mundo (tenho nítidas imagens do álbum de 1986, com a seleção do Iraque), desenhos animados (lembram-se dos Thundercats?). As figurinhas tinham valor relativo, dependendo da raridade e da necessidade do oponente em consegui-la ou, simplesmente, da estética.
Ainda novinhos, exercíamos a arte da negociação ao estabelecermos a relação entre o número de figurinhas consideradas “comuns” a serem colocadas no bolo e cada figurinha considerada “rara”. Definidos os termos do embate, o Jogo do Bafo tinha início. O objetivo era, através da batida de mão espalmada ou em forma de concha, fazer virar do avesso as figurinhas desejadas - daí o termo “bafo”, porque o vento provocado pelas mãos …

Ilusão de ótica

O queijo quente e as emoções

Linha cruzada

Memórias viajantes

Iraque de Janeiro

Roda viva

Curitiba, mon amour

Miguel e a violência de gênero

Miguel e a tecnologia

Miguel e o vagão das mulheres

Chocolate

Dores